5h atrás
Você acha que é só entretenimento? BBB usa técnicas da psicologia para prender participantes e público
O Big Brother Brasil não é apenas um reality show de convivência. Por trás das provas, festas e conflitos, o programa utiliza princípios da psicologia para influenciar as atitudes dos participantes e manter o jogo em constante movimento.
A base desse modelo vem dos estudos do psicólogo americano Burrhus Frederic Skinner, pai do behaviorismo radical. Ele defendia que o comportamento humano é moldado pelas consequências: ações recompensadas tendem a se repetir, enquanto as punidas costumam ser evitadas.
No BBB, essa lógica aparece no confinamento total, sem contato com o mundo externo, e no controle rigoroso dos recursos. Comida, conforto, imunidade e status social funcionam como recompensas, enquanto punições, restrições e castigos servem para gerar tensão e disputas.
Provas, confessionário, botão de resistência e outras dinâmicas atuam como estímulos que direcionam as decisões dos participantes. Tudo é monitorado pela produção, que controla regras, rotina, luz, temperatura e o acesso aos privilégios dentro da casa.
Na prática, o público assiste a um exemplo de condicionamento operante acontecendo em tempo real. A ciência do comportamento se mistura ao entretenimento, ajudando a explicar por que emoções se intensificam, conflitos surgem com facilidade e o programa consegue prender a atenção do telespectador do início ao fim.
No BBB, a dinâmica é idêntica.
• A Caixa: O confinamento total, sem relógios ou janelas para o mundo.
• A Alavanca: As provas, o confessionário, o botão de resistência.
• O Experimentador: O “Big Boss” (a produção), que controla a temperatura, a luz e, principalmente, os recursos.
Não estamos assistindo ao livre-arbítrio em ação. Estamos assistindo ao Condicionamento Operante em tempo real.
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