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10/01/2024 09h00min - Geral
5 meses atrás

Variação no preço de medicamentos pode chegar a 380% entre uma farmácia e outra, diz pesquisa

Levantamento do Instituto de Defesa do Consumidor mostra uma alta variação de preço de mesmo remédio em lojas diferentes

Foto: Freepik ► 
Fonte: Fonte TV Cultura / UOL



Pesquisa do Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC) mostrou que a variação no preço de um mesmo medicamento pode variar em 380% entre uma farmácia e outra. Também foram encontradas disparidades entre as compras pela internet e presencialmente, quando o cliente fornece o CPF.

Essa variação no preço dos remédios vai na contramão do que o mercado está indicando. No ano passado, o aumento da alíquota do ICMS dos medicamentos foi de 5,6%. Neste ano, o valor será de 2%.

A tamanha diferença no reajuste dos valores desobedece as orientações da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos.

Alguns medicamentos são distribuídos de graça nos postos de saúde pelo SUS. Os médicos podem dar essa orientação para os pacientes. O que não pode é sair da consulta sabendo que não vai ter dinheiro para investir em um tratamento, principalmente de doenças crônicas.

"Um remédio para osteoporose, por exemplo, o paciente fica exposto a um risco maior de ter fratura. Um remédio para pressão, se a pessoa não conseguir comprar, fica exposta a consequência de ter uma pressão alta, sem controle e, no longo prazo, insuficiência cardíaca, infarto, AVC em ciência renal”, afirma o média Paulo Camiz.

Para tentar aumentar o controle e dar mais transparência aos reajustes dos medicamento, o IDEC lançou a campanha “remédio a preço justo”, que pode ser encontrado no site do instituto.

“Na página da campanha, é possível ver os resultados da pesquisa. Também adicionamos argumentos e dados de outras pesquisas que mostram a necessidade da regra atual de reajuste ser alterada. É muito importante que o consumidor e a sociedade civil apoiem iniciativas como essa para impedir grandes variações como a gente encontrou”, explica Marina Paulleli, advogada do IDEC.



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TV Cultura / UOL
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