3min atrás
Tensão no Estreito de Ormuz pressiona mercado de fertilizantes e preocupa agronegócio brasileiro
O agravamento das tensões no Estreito de Ormuz já provoca reflexos no abastecimento de fertilizantes utilizados pelo agronegócio brasileiro. Como grande parte dos insumos é importada, as dificuldades no transporte marítimo aumentam a preocupação com o fornecimento para a próxima safra.
O Brasil depende do mercado externo para cerca de 70% dos fertilizantes consumidos no campo. Entre os produtos mais afetados estão os nitrogenados, cuja maior parte é adquirida de países da região do Golfo, além do enxofre, matéria-prima essencial para a fabricação de fertilizantes fosfatados.
Com a interrupção do fluxo de cargas, empresas responsáveis pela mistura e distribuição desses insumos já enfrentam dificuldades para manter a produção. A escassez de matéria-prima também contribui para a alta dos custos em toda a cadeia agrícola.
Os preços dos fertilizantes registraram forte valorização desde o início da crise, chegando a acumular aumentos expressivos. Apesar de pequenas oscilações conforme o cenário internacional, os valores continuam elevados e pressionam o planejamento da próxima temporada de plantio.
A oferta de enxofre também enfrenta outros desafios. Além das dificuldades logísticas, a menor produção ligada à redução do uso de combustíveis fósseis e o crescimento da demanda por baterias para veículos elétricos diminuem a disponibilidade do insumo no mercado mundial.
Especialistas alertam que a combinação entre custos mais altos e menor acesso aos fertilizantes pode reduzir a produtividade das lavouras brasileiras. Como consequência, os alimentos produzidos na próxima safra poderão chegar ao consumidor com preços mais elevados.
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