Atração no ARS
NO AR
Tocando agora
VOCÊ CURTE
EM DOURADOS
08/11/2025 15h00min - Tecnologia
4 meses atrás

Tecnologia do toque muda a forma de jogar e aproxima o mundo virtual da realidade


Canva/Grande FM 92,1 ► 
Fonte: Fonte Grande FM



A forma de jogar videogame está passando por uma revolução com a chegada da tecnologia háptica. Essa inovação permite que os jogadores não apenas vejam e ouçam o jogo, mas também sintam o que acontece na tela. Vibrações, texturas e até impactos físicos são simulados, criando uma experiência muito mais imersiva e envolvente.

O chamado feedback háptico é o coração dessa tecnologia. Ele usa vibrações e impulsos nos controles para simular sensações reais, como o recuo de uma arma ou o impacto de uma queda. Controles modernos, como o DualSense do PlayStation, já oferecem essa resposta tátil, tornando cada ação mais próxima da realidade. Volantes de simulação também usam esse recurso para reproduzir a sensação de dirigir em diferentes terrenos.

Além dos controles, as luvas táteis representam um avanço ainda maior. Com sensores e atuadores, elas permitem que o jogador toque objetos virtuais e sinta suas formas, texturas e resistência. Em jogos de realidade virtual, por exemplo, é possível sentir o peso de uma espada ou a força ao abrir uma porta, tornando a interação muito mais natural e intuitiva.

Essa tecnologia não se limita ao entretenimento. Áreas como medicina, engenharia e treinamento profissional já estão adotando soluções hápticas para simular procedimentos e ambientes com mais precisão. Nos games, ela fortalece a conexão emocional entre o jogador e o universo digital, fazendo com que cada movimento seja sentido de verdade.

Para os desenvolvedores, o toque virou uma ferramenta criativa. Eles podem usar diferentes níveis de vibração e resistência para contar histórias, criar tensão ou destacar momentos importantes. Um jogo de terror, por exemplo, pode fazer o jogador sentir o batimento acelerado de um coração no controle, aumentando o suspense de forma física e direta.

Com o avanço da inteligência artificial e a miniaturização dos dispositivos, a tendência é que essa tecnologia se torne cada vez mais acessível. O futuro dos games será tátil, sensorial e emocional. E, aos poucos, o limite entre o mundo real e o virtual vai ficando mais difícil de perceber — como se, por alguns instantes, o jogador deixasse de jogar para realmente viver o jogo.



•