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14/01/2026 10h00min - Agricultura
2 meses atrás

Sorgo ganha força em MS, deixa caráter emergencial e se consolida como cultura estratégica da safrinha


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Fonte: Fonte Grande FM



O sorgo deixou de ser apenas uma opção pontual e passou a integrar de forma definitiva o planejamento da segunda safra em Mato Grosso do Sul. A avaliação é da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), que aponta a cultura como parte estratégica da economia rural, especialmente a partir da safra 2024/2025.

Nos últimos cinco anos, a área cultivada no Estado apresentou um crescimento expressivo. Dados do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (SIGA) indicam que o plantio saltou de pouco mais de 5 mil hectares para aproximadamente 400 mil hectares, resultado de uma expansão contínua ao longo das últimas safras.

Segundo a Semadesc, esse avanço está diretamente ligado à consolidação do mercado consumidor, impulsionado pelas usinas de etanol de milho. A existência de contratos de compra e maior previsibilidade comercial reduziu incertezas e tornou o sorgo uma escolha mais segura para os produtores rurais.

A mudança de cenário começou a se intensificar a partir da safra 2021/2022, quando a cultura passou a ocupar áreas maiores. Após um período de adaptação, o ritmo de crescimento voltou a acelerar em 2024/2025, com praticamente o dobro da área registrada no ciclo anterior.

O sorgo tem se destacado por se adequar melhor a regiões com janelas curtas após a colheita da soja e maior risco climático. Essa característica contribui para a redução de perdas no campo, especialmente em áreas onde o milho enfrenta mais limitações produtivas.

Atualmente, cerca de metade da área plantada de sorgo no Estado está concentrada em dez municípios, com destaque para Ponta Porã e Maracaju. No contexto nacional, a produção brasileira deve ultrapassar 6,6 milhões de toneladas na safra 2025/2026, e Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição entre os maiores produtores, reforçando a importância do alinhamento entre mercado, planejamento e desenvolvimento regional.



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