2h atrás
Rota Bioceânica depende de integração aduaneira para cumprir promessa de agilidade
A Receita Federal fez um alerta sobre um dos principais desafios para o sucesso da Rota Bioceânica: a burocracia nas aduanas. Segundo um estudo do órgão, a falta de integração entre os sistemas de fiscalização de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile pode comprometer a agilidade do corredor logístico.
De acordo com o levantamento, a ausência de procedimentos unificados poderá provocar filas e atrasos no transporte de mais de dois mil caminhões por dia, reduzindo parte dos ganhos esperados com a nova ligação internacional.
A ponte que conecta Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai, considerada a principal obra da rota, deve ser concluída ainda em julho deste ano. No entanto, especialistas destacam que a infraestrutura precisa ser acompanhada por processos alfandegários mais rápidos e integrados.
Atualmente, o tempo de liberação das cargas varia conforme o nível de fiscalização. Em alguns casos, a autorização é imediata, enquanto em outros pode haver análise documental, inspeção física e uso de escâneres, prolongando a permanência dos caminhões nas fronteiras.
Com mais de três mil quilômetros de extensão, a Rota Bioceânica ligará o Porto de Santos aos portos do Chile. A expectativa é reduzir em até 17 dias o tempo de transporte de mercadorias destinadas aos mercados da Ásia e do Pacífico.
Além da eficiência logística, o projeto também prevê reforço na segurança. A proposta inclui cooperação entre a Polícia Rodoviária Federal e as forças policiais dos países participantes para ampliar o combate ao contrabando e ao tráfico de drogas ao longo do corredor.
Segundo a PRF, o compartilhamento de informações e de estratégias operacionais será fundamental para impedir a atuação de organizações criminosas, garantindo que a nova rota fortaleça o comércio internacional sem comprometer a segurança nas fronteiras.
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