3h atrás
Reino Unido recua e barra uso de músicas por IA sem autorização de artistas
O governo do Reino Unido decidiu voltar atrás em um plano polêmico que permitiria a empresas de inteligência artificial usar músicas protegidas por direitos autorais sem pedir autorização aos artistas.
A proposta previa um sistema chamado “opt-out”, em que compositores e músicos teriam que avisar formalmente caso não quisessem que suas obras fossem utilizadas — o que gerou críticas por inverter a lógica da proteção autoral.
A reação foi imediata e forte. Artistas, sindicatos e entidades da indústria criativa apontaram riscos de exploração e perda de controle sobre conteúdos protegidos, pressionando o governo a rever a medida.
Diante da repercussão negativa, a ministra de tecnologia Liz Kendall afirmou que a proposta foi amplamente rejeitada. Com isso, o governo recuou e disse que ainda não tem uma posição final sobre o tema.
Mais de mil artistas participaram dos protestos, incluindo nomes como Paul McCartney, Kate Bush e Damon Albarn, reforçando a pressão contra o projeto.
Um dos atos mais simbólicos foi o lançamento do álbum silencioso “Is This What We Want?”, criado como protesto. A ideia foi mostrar, na prática, um futuro sem valorização da música, caso as obras possam ser usadas livremente por inteligência artificial.
Mesmo com o recuo, o debate continua. O governo britânico deve abrir uma consulta pública nos próximos meses para discutir novas regras, incluindo o uso de conteúdos por IA, identificação de material gerado artificialmente e formas de proteger os direitos dos criadores.
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