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27/12/2023 10h30min - Economia
2 meses atrás

Quanto lucramos em 25 anos de transgênicos?

“É importante enfatizar que o benefício integral da biotecnologia alcança R$ 191,3 bilhões"

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Fonte: Fonte Agrolink



A safra de grãos de 2022/23 celebrou o 25º ano desde a autorização do primeiro plantio de organismos geneticamente modificados (OGMs) no Brasil. A implementação da biotecnologia gerou um aumento de receita de R$ 143,5 bilhões para a agricultura brasileira, de acordo com pesquisa da CropLife Brasil em parceria com a Agroconsult. O Brasil atualmente possui 56,9 milhões de hectares destinados ao cultivo de culturas transgênicas, como soja, milho, algodão, feijão e cana-de-açúcar, consolidando-se como o segundo maior usuário global dessa tecnologia.

Débora Simões, do departamento de Estratégias e Soluções da Agroconsult, explicou que o valor de R$ 143,5 bilhões, resultante da adoção de culturas transgênicas no Brasil, foi calculado considerando o aumento da produtividade, o preço das commodities e a extensão da área cultivada desde a temporada 1998/99. O aumento na produtividade foi determinado pela comparação entre sementes geneticamente modificadas e variedades tradicionais. Ela ressaltou que os R$ 143,5 bilhões representam apenas a receita adicional para os agricultores, e os benefícios totais da adoção de culturas transgênicas são ainda mais expressivos.

“É importante enfatizar que o benefício integral da biotecnologia alcança R$ 191,3 bilhões, o que engloba tanto o aumento das receitas quanto a economia de custos proporcionados pela tecnologia, que soma R$ 47,8 bilhões”, destacou Débora Simões.

Além disso, o uso da biotecnologia tem a capacidade de aumentar a produção em espaços mais limitados. O relatório destaca que, nos últimos 25 anos, a produção de soja transgênica no Brasil cresceu cerca de 300%, superando o aumento na área plantada, que foi de aproximadamente 170% no mesmo período. “Com as temperaturas mais altas e períodos de seca em certas regiões, a biotecnologia se torna um suporte importante. Esse assunto estará em destaque na COP, sempre com fundamentação científica”.



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Agrolink
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