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25/06/2026 14h00min - Economia
2 semanas atrás

Prévia da inflação perde força pelo 2º mês e fecha junho em 0,41%


Rafa Neddermeyer/Agência Brasil ► 
Fonte: Fonte Grande FM



A alimentação no domicílio apresentou alta de 0,87% na prévia da inflação, desacelerando em relação a maio, quando havia subido 1,73%. Mesmo com o ritmo menor, alguns produtos seguem com aumentos expressivos, como a batata-inglesa (29,42%), o tomate (17,27%), o feijão-carioca (14,29%) e a cebola (9,54%), pressionando o orçamento das famílias.

No acumulado do semestre, o cenário é ainda mais forte em determinados itens: tomate, cenoura e batata-inglesa mais que dobraram de preço, com altas superiores a 100%. O IBGE destaca que a variação dos alimentos está diretamente ligada a fatores climáticos, como chuvas irregulares e temperaturas elevadas, que afetam a produção e a oferta.

Outro impacto relevante veio do grupo habitação, especialmente a energia elétrica residencial, que subiu 2,04% e teve o maior peso individual no índice. A alta está relacionada à bandeira tarifária amarela, que adiciona cobrança extra por consumo, além de reajustes aplicados em cidades como Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Salvador.

No setor de transportes, as passagens aéreas tiveram aumento de 7,24%, enquanto os combustíveis registraram queda de 1,22%. Entre os destaques de baixa estão o etanol e a gasolina, que ajudaram a conter parte da inflação, assim como o óleo diesel.

O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, é calculado pelo IBGE com base em uma cesta de produtos e serviços consumidos por famílias com renda de até 40 salários mínimos. A coleta de preços foi realizada entre 16 de maio e 16 de junho em 11 regiões metropolitanas do país, e o índice cheio de junho será divulgado em 10 de julho.



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