2h atrás
Prefeituras gastam além do limite com saúde
Em 2025, os municípios brasileiros investiram, em média, 22,2% das receitas de impostos e transferências na saúde. O percentual é 7,2 pontos acima do mínimo constitucional, que é de 15%.
O levantamento é da Confederação Nacional de Municípios (CNM), com base em dados informados ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde, o Siops.
Segundo a entidade, esse esforço maior tem pesado nos cofres das prefeituras, que enfrentam aumento da procura por serviços de saúde e, ao mesmo tempo, limitações no orçamento.
Entre os municípios analisados, 1.448 aplicaram mais de 25% das próprias receitas na saúde. Em 445 dessas cidades, o valor investido chegou a pelo menos o dobro do percentual mínimo exigido.
Na divisão por estados, São Paulo teve a maior média, com 25,1%, seguido pelo Ceará, com 24,8%, e pelo Rio de Janeiro, com 24,6%.
A maior parte do dinheiro foi destinada à assistência hospitalar e ambulatorial, que recebeu R$ 155 bilhões em 2025. Já a Atenção Primária ficou com R$ 122 bilhões.
Apesar da pressão financeira, 99,6% dos 5.560 municípios que prestaram informações cumpriram o mínimo constitucional. A CNM defende uma revisão do financiamento do SUS para dividir melhor os custos entre União, estados e municípios.
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