2h atrás
Prefeito recebe grupo indígena de rap Brô Mc’s e reforça compromisso com a cultura
O grupo Brô MC’s, formado por indígenas Guarani e Kaiowá da Reserva de Dourados, esteve presente em encontro realizado nesta quarta-feira (26) na cidade. Com 17 anos de trajetória, o coletivo se consolidou como referência nacional e internacional ao unir rap e música indígena, sempre valorizando a identidade cultural de suas comunidades.
Os integrantes destacaram a emoção de voltar a se apresentar em Dourados, especialmente durante o Grito do Rock, que acontece nos dias 25, 26 e 27 de setembro, na Praça do Cinquentenário. Para eles, subir ao palco da própria cidade tem um significado especial, já que o grupo já percorreu festivais e eventos em diferentes partes do mundo.
A carreira do Brô MC’s ganhou ainda mais visibilidade em 2024 com a parceria com a cantora Anitta na música Okê. A faixa celebra a ancestralidade e viralizou nas redes sociais, ampliando o alcance da cultura indígena e reforçando a mensagem de valorização das etnias brasileiras.
Criado em 2009, o grupo é considerado o primeiro de rap indígena do Brasil. Suas letras, cantadas em português e guarani, abordam temas como preconceito, demarcação de terras, violência e os desafios enfrentados pelos povos Guarani e Kaiowá. O primeiro videoclipe, Eju Orendive, lançado em 2010, marcou a trajetória ao retratar a realidade das aldeias e defender a união das comunidades.
Ao longo dos anos, o Brô MC’s participou de festivais nacionais e internacionais, assembleias indígenas e do Acampamento Terra Livre, em Brasília. Em 2022, o grupo se apresentou no Rock in Rio, dividindo palco com artistas como Xamã, além de parcerias com Alok e Marina Peralta, que resultaram em músicas como Jahá e Demarcação.
Entre os projetos atuais, está a construção de um estúdio de música na aldeia Bororó, em Dourados, que busca ampliar o acesso à produção musical e abrir espaço para jovens artistas indígenas. A história do grupo também inspirou o roteiro do filme A Pele Morta, que aborda as dificuldades vividas pelos povos Guarani e Kaiowá, reforçando a importância de sua arte como instrumento de resistência e identidade.
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