2 meses atrás
Porta-aviões dos Estados Unidos segue para o Oriente Médio e aumenta a pressão sobre o Irã
O governo dos Estados Unidos mandou o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford, deixar o Mar do Caribe e seguir para o Oriente Médio, segundo informou o The New York Times. A decisão fez parte da estratégia do presidente Donald Trump para aumentar a pressão sobre o Irã.
A movimentação teve como objetivo reforçar a presença militar americana na região, já que o navio passou a atuar junto de outro porta-aviões que já operava no Golfo Pérsico. Com dois grandes grupos navais trabalhando ao mesmo tempo, os Estados Unidos buscaram acelerar as negociações com Teerã sobre regras para armamentos e mísseis.
Antes dessa nova missão, o porta-aviões estava próximo da Venezuela e havia participado de uma operação que envolveu o presidente Nicolás Maduro. A mudança de rota mostrou que o navio passou a ser usado como uma das principais peças na pressão diplomática contra o governo iraniano.
O USS Gerald R. Ford é visto como uma verdadeira base aérea flutuante, equipada com tecnologia de ponta para lançar aviões e operar dezenas de aeronaves ao mesmo tempo. Ele também navega protegido por outros navios, que contam com radares e sistemas de defesa contra ataques aéreos e submarinos.
O clima no Oriente Médio já estava tenso desde os confrontos diretos entre Israel e o Irã, registrados em 2025. Além disso, os Estados Unidos mantiveram atenção redobrada sobre grupos aliados de Teerã, como o Hezbollah. Um dos maiores temores foi a possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passa uma grande parte do petróleo mundial.
Com a nova ordem, a permanência do navio na região foi estendida, o que adiou o retorno dos marinheiros aos Estados Unidos e também atrasou manutenções previstas em estaleiros no estado da Virgínia. A movimentação deixou claro que, além da diplomacia, os americanos mantiveram a opção militar como alternativa.
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