2h atrás
Pneus viram combustível e reduzem impacto ambiental
Em 2024, o Brasil destinou 321,9 mil toneladas de pneus inservíveis para coprocessamento, segundo o Relatório de Pneumáticos do Ibama. A tecnologia permite que pneus triturados sejam usados como combustível alternativo em fornos de clínquer, na produção de cimento.
O processo transforma um resíduo problemático em fonte de energia. Pneus abandonados acumulam água, tornando-se criadouros de mosquitos, ou liberam fumaça tóxica quando queimados sem controle. Já no coprocessamento, eles entram em fornos que chegam a 2.000 ºC, onde os compostos orgânicos são destruídos e os inorgânicos incorporados ao clínquer.
Além do coprocessamento, outras rotas de destinação foram registradas em 2024: 227 mil toneladas seguiram para granulação, 209 mil toneladas para laminação e 25 mil toneladas para pirólise. Isso mostra que o pneu usado pode virar borracha moída, artefatos industriais, óleo, aço recuperado ou negro de fumo.
O pneu tem alto poder calorífico, chegando a ser até 50% mais energético que o carvão e até 200% mais que a madeira, segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. Por isso, indústrias intensivas em calor, como a de cimento, aproveitam esse resíduo como substituto parcial de combustíveis fósseis.
A destinação correta também atende à Resolução Conama nº 416, que obriga fabricantes e importadores a recolher pneus inservíveis. Quando descartados irregularmente, eles se tornam um grave passivo ambiental.
No fim, o pneu que rodou em carros, motos e caminhões termina triturado em uma indústria de base, ajudando a erguer casas, prédios e estradas. Um exemplo claro de economia circular: o que seria lixo, vira recurso.
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