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29/05/2026 12h00min - Economia
4h atrás

Plano de saúde individual terá reajuste máximo de 5,11%, decide ANS


Marcello Casal jr/Agência Brasil ► 
Fonte: Fonte Grande FM



A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou reajuste máximo de 5,11% para os planos de saúde individuais e familiares. Os cálculos foram elaborados pela Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos, validados pelo Ministério da Fazenda e aprovados pela Diretoria Colegiada da agência. A decisão ainda será publicada no Diário Oficial da União.

O percentual autorizado ficou acima da inflação acumulada em 12 meses medida pelo IPCA-15, que chegou a 4,64% até maio. Segundo a ANS, o aumento dos planos de saúde segue critérios diferentes da inflação geral, já que considera fatores ligados diretamente aos custos do setor médico-hospitalar.

Entre os itens analisados estão a frequência de utilização dos serviços pelos beneficiários, além da alta nos preços de equipamentos, medicamentos e insumos médicos. O cálculo também leva em conta despesas assistenciais das operadoras.

A metodologia usada pela ANS considera dois indicadores principais. O Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA), que representa os custos das operadoras, responde por 80% da fórmula. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tem peso de 20%.

O IVDA também inclui fatores como ganhos de eficiência das operadoras e reajustes aplicados em mudanças de faixa etária. Além do reajuste anual, os contratos podem sofrer aumentos extras quando o cliente atinge determinadas idades, como aos 59 anos.

De acordo com o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, o objetivo da medida é manter equilíbrio entre a sustentabilidade financeira do setor e a capacidade de pagamento dos consumidores. Já os planos empresariais e coletivos continuam tendo reajustes definidos por negociação direta entre empresas e operadoras. Dados divulgados pela agência apontam que esses contratos tiveram aumento médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, a menor alta registrada nos últimos cinco anos.

*Com informações: Agência Brasil



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