7 dias atrás
Pesquisa internacional mostra que preconceito pode custar milhares de vidas
O estigma e o preconceito sobre o HIV ainda são um grande problema e podem causar 440 mil mortes evitáveis nesta década, segundo a campanha internacional Tackle HIV, criada pelo ex-jogador galês Gareth Thomas.
Mesmo com avanços científicos e queda global nas infecções, 21 países, incluindo o Brasil, registraram aumento de casos. Em 2025, foram 39.216 novas infecções, principalmente na região Sudeste.
A pesquisa mostrou que muitos brasileiros ainda têm ideias erradas sobre o vírus: 36% acham que homens héteros não correm risco, 37% pensam o mesmo sobre mulheres, e só 48% já fizeram o teste.
Além disso, 19% acreditam que quem vive com HIV não pode ter vida sexual ativa, e apenas 29% sabem que pessoas em tratamento eficaz não transmitem o vírus.
O Brasil já atingiu duas metas da Unaids 2030: 95% das pessoas com HIV conhecem o diagnóstico e 95% das que estão em tratamento têm carga viral controlada. O governo estuda incluir a PrEP injetável no SUS, que previne a infecção por até seis meses.
Para Gareth Thomas, informação e empatia são essenciais para vencer o preconceito. Ele reforça que um diagnóstico positivo não é mais uma sentença de morte, e que o tratamento permite uma vida normal e saudável.
A Tackle HIV segue promovendo ações globais para combater o estigma e incentivar a testagem.
O recado é simples: combater o preconceito salva vidas; quanto mais informação e acolhimento, menos medo e mais prevenção.
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