5h atrás
Parlamentares cobram mudanças no transporte
Agrolink
O debate sobre os custos logísticos no país tem ganhado força diante dos impactos diretos na competitividade das cadeias produtivas. Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o tema vem sendo acompanhado de perto, com articulações iniciadas ainda em 2025 junto a diferentes áreas do governo federal.
Em ofícios encaminhados aos ministérios da Agricultura, Transportes, Fazenda e à Casa Civil, a entidade solicitou a abertura de diálogo técnico para revisar a metodologia da tabela de frete. O entendimento predominante no setor agropecuário é de que o modelo atualmente adotado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres não reflete a realidade do transporte no país.
A avaliação considera que fatores essenciais, como diferenças regionais, frete de retorno, diversidade de cargas e perfil da frota, não são devidamente contemplados. Essa lacuna tem gerado distorções relevantes e desalinhadas com a prática de mercado, resultando em aumento artificial dos custos logísticos e perda de eficiência nas cadeias produtivas. O impacto é mais sensível em segmentos de grande volume e margens reduzidas.
A FPA também defende maior transparência e fiscalização contínua da tabela de frete, com parâmetros mais alinhados às condições reais do mercado. O uso de sistemas eletrônicos sem clareza nos critérios adotados e nas margens de tolerância é apontado como um dos pontos que precisam de ajustes.
Outro fator de pressão é o custo do diesel, que representa parcela significativa do frete e tem sido influenciado por oscilações no cenário internacional, especialmente no Oriente Médio. Nesse contexto, a entidade reforça a necessidade de uma política de transição energética mais previsível.
Entre as propostas, está a revisão do percentual de mistura obrigatória do biodiesel, o B17, como medida para contribuir com maior estabilidade nos custos energéticos e logísticos.
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