2 meses atrás
ONG alerta para “frota fantasma” e irregularidades na exportação de petróleo da Venezuela
Um relatório da ONG Transparencia Venezuela revelou problemas graves no transporte de petróleo do país. Segundo o estudo, uma parte significativa dos navios que atuam na exportação opera fora das regras, escondendo rotas, desligando sistemas de rastreamento e driblando sanções internacionais.
A análise apontou que cerca de 40% dos petroleiros monitorados apresentam algum tipo de irregularidade. Entre eles estão embarcações sancionadas, ligadas a frotas de origem obscura ou que navegam sem identificação clara, formando o que especialistas chamam de “frota fantasma”.
O levantamento acompanhou quase cem navios que passaram pelos principais portos petrolíferos da Venezuela. Parte dessas embarcações pertence a armadores estrangeiros, outras à estatal Pdvsa, e várias operaram com o sistema de rastreamento desligado, prática usada para esconder origem, destino e carga.
De acordo com a ONG, esse cenário ganhou força após o endurecimento das sanções contra o governo de Nicolás Maduro. Com a saída de operadores tradicionais, navios dispostos a assumir riscos passaram a ocupar espaço, adotando estratégias para escapar da fiscalização internacional.
Outro ponto preocupante é a falta de informações sobre o destino do petróleo. Apenas uma parcela dos navios apresentou dados claros sobre para onde levaria a carga, o que dificulta o controle das autoridades e coloca o comércio de energia em uma zona de pouca transparência.
O relatório também destaca um contraste no mercado: enquanto a frota regular diminuiu, navios ligados à Chevron ampliaram presença no país dentro de autorizações específicas, levando petróleo venezuelano para portos dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, embarcações irregulares continuam atuando sem clareza sobre suas operações.
Para a Transparencia Venezuela, o avanço da frota fantasma representa riscos econômicos, ambientais e políticos. A ONG alerta que, mesmo com menos navios circulando, as práticas ilegais aumentaram, reforçando a necessidade de maior cooperação internacional e fiscalização para evitar que o comércio global de energia continue operando nas sombras.
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