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31/05/2024 14h00min - Saúde
2 meses atrás

Novidade em pesquisas e desenvolvimento - Geração de Curativos Inteligentes


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Fonte: Fonte Grande FM



Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, estão desenvolvendo um curativo de nova geração capaz de curar feridas sozinho, enviar dados aos médicos e diminuir cicatrizes usando uma combinação de luz e eletricidade.

Funcionamento do Curativo Inteligente

Essas bandagens de alta tecnologia prometem aposentar o uso de gaze e "band-aid" nos hospitais do futuro. Os curativos inteligentes são dispositivos vestíveis que possuem componentes eletrônicos flexíveis. Cada unidade inclui um circuito removível, reutilizável em novos curativos.

Protótipos apresentados em conferências médicas já conseguem detectar a cicatrização de uma ferida e transmitir informações sem fio ao médico. O plano é possibilitar também a administração de tratamentos remotamente. Esses curativos são especialmente úteis para feridas graves.

Os pesquisadores de Southampton utilizam minúsculas luzes LED nos curativos para emitir luz ultravioleta-C, que esteriliza a ferida enquanto cicatriza. Atualmente, a invenção está em fase inicial de testes em laboratório.

Uma equipe da Universidade da Pensilvânia e Rutgers está testando uma versão do curativo em animais, capaz de detectar infecções e administrar eletroterapia, uma descarga elétrica que acelera a cicatrização. Estudos mostram que a estimulação elétrica pode aumentar a migração de células imunológicas, eliminando germes e células mortas na ferida.

Futuramente, esses curativos poderão administrar antibióticos armazenados em pequenas cápsulas ou hidrogel. Em caso de infecção, um médico poderá abrir uma válvula remotamente, aplicando o medicamento diretamente na ferida.

Especialistas Comentam

"É uma área muito quente atualmente", afirma Guillermo Ameer, engenheiro biomédico e professor da Northwestern University, ao The Wall Street Journal. "Quando começamos nesta área, há cinco anos, poucas pessoas olhavam para bandagens inteligentes. Agora temos muitos colegas nos Estados Unidos, China e Europa."

Dr. William Tettelbach, especialista em tratamento de feridas e presidente da American Professional Wound Care Association, acrescenta: "Você poderia ter centros de saúde monitorando esses dispositivos e contatando os pacientes quando houvesse um problema."

Fonte: The Wall Street Journal



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Grande FM
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