3 semanas atrás
Nova regra da União Europeia ameaça exportações de carne bovina brasileira em setembro
As exportações de carne bovina brasileira para a União Europeia enfrentam um possível entrave regulatório a partir de 3 de setembro de 2026. A partir dessa data, entram em vigor novas exigências europeias sobre o uso de determinados medicamentos antimicrobianos em animais destinados à produção de alimentos.
A medida não significa que a União Europeia tenha encontrado antibióticos proibidos na carne brasileira. O problema é regulatório e envolve as garantias apresentadas pelo Brasil sobre fiscalização, controle, rastreabilidade e certificação do uso desses medicamentos.
A Comissão Europeia determinou a retirada da habilitação brasileira para determinadas categorias de produtos de origem animal, incluindo bovinos. A decisão está relacionada à falta, até o momento, de informações consideradas suficientes para comprovar que as exigências europeias serão atendidas dentro do prazo.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) afirma que mantém negociações técnicas com as autoridades europeias. O governo brasileiro já apresentou documentos sobre os mecanismos oficiais de controle e monitoramento e aguarda uma posição definitiva do bloco.
O possível impacto ocorre em um momento de crescimento das vendas brasileiras para o mercado europeu. Dados da indústria indicam que, em julho, as exportações para a União Europeia chegaram a 12,5 mil toneladas, alta de 52,6% em relação ao mesmo mês de 2025.
Entre janeiro e julho, o volume exportado alcançou 63,7 mil toneladas, aumento de 10,4% na comparação anual. Os números incluem diferentes produtos bovinos, como carnes in natura e industrializadas, além de miúdos, gorduras e tripas.
Caso o acesso ao mercado europeu seja restringido, frigoríficos e exportadores poderão precisar redirecionar parte da produção para outros destinos. A mudança também pode gerar impactos sobre produtores envolvidos em cadeias que dependem de protocolos específicos de exportação.
Por enquanto, não há uma proibição definitiva das vendas brasileiras. A data de 3 de setembro é o principal marco para o setor, que acompanha as negociações entre Brasil e União Europeia em busca de uma solução que preserve o acesso da carne nacional ao mercado europeu.
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