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27/07/2026 19h00min - Saúde
2 semanas atrás

Nova esperança contra o câncer: cientistas criam tecnologia que faz células doentes se autodestruírem


Canva/Grande FM 92,1 ► 
Fonte: Fonte Grande FM



Pesquisadores dos Estados Unidos anunciaram um avanço que pode mudar a forma de combater o câncer no futuro. Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Utah e da Universidade Estadual de Utah desenvolveram uma tecnologia capaz de identificar células cancerígenas e destruir o DNA delas, levando essas células à autodestruição. Os resultados foram publicados na revista científica Nature.

A nova estratégia utiliza uma enzima do sistema CRISPR, conhecida por seu uso em pesquisas genéticas. Ela é programada para reconhecer um tipo específico de RNA produzido pelas células doentes. Quando encontra esse sinal, a enzima entra em ação e quebra o DNA da célula cancerígena, impedindo que ela continue se multiplicando.

De acordo com o biólogo molecular Yang Liu, um dos autores do estudo, a tecnologia funciona como uma "quimioterapia programável", já que consegue localizar apenas as células com determinadas mutações ligadas ao câncer. Isso pode representar uma alternativa mais precisa aos tratamentos convencionais, que também atingem células saudáveis.

Nos testes realizados em laboratório e em camundongos, a técnica conseguiu reduzir tumores relacionados a mutações genéticas frequentes em diversos tipos de câncer, além de apresentar resultados positivos contra tumores associados ao HPV. Os pesquisadores destacam que a enzima demonstrou alta precisão ao atacar apenas as células alteradas.

Apesar dos resultados animadores, o tratamento ainda está em fase experimental. Os cientistas precisam encontrar formas mais eficientes de levar a enzima até as células doentes e comprovar que o método é totalmente seguro antes de iniciar o uso em pacientes. A expectativa é que os primeiros estudos clínicos em humanos aconteçam nos próximos anos.

Os pesquisadores também observaram que a tecnologia ainda não elimina todas as células cancerígenas. Por isso, a tendência é que ela seja utilizada no futuro em conjunto com outros tratamentos, aumentando as chances de sucesso e diminuindo o risco de resistência do tumor aos medicamentos.

Embora ainda existam desafios pela frente, os especialistas consideram a descoberta um passo importante no desenvolvimento de terapias mais inteligentes e direcionadas. Além do câncer, a tecnologia poderá futuramente ser estudada para o tratamento de algumas doenças autoimunes e neurológicas, ampliando seu potencial na medicina.



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