2 meses atrás
Mulheres brasileiras ainda enfrentam obstáculos no setor de inteligência artificial, diz estudo
TV Cultura / UOL
Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas revelou que as mulheres brasileiras ainda enfrentam obstáculos no setor de inteligência artificial.
Os esforços para aumentar a concentração de mulheres em vagas de trabalho com inteligência artificial não são apenas importantes, mas necessários. O Brasil é o país que apresenta maior desigualdade de gênero, embora também seja um dos mais promissores na área.
Estudo do FGV Ibre mostra o Brasil entre os líderes da América Latina, ao lado de Chile, em maturidade de ecossistemas de inteligência artificial, concentrando 90% da capacidade de supercomputação da região. No entanto, o país aparece em último na participação feminina entre 43 nações: só 22% (22,89%) dos profissionais de IA são mulheres, ante 30,5% no índice global.
“Tradicionalmente, as mulheres têm pouca participação em relação aos homens em atividades ligadas à matemática, à computação propriamente dito, a cálculos e isso historicamente é como funciona o nosso mercado de trabalho. E como a inteligência artificial acaba utilizando essas ferramentas de maneira mais intensa, acaba perpetuando essa distinção”, explica Flávio Ataliba, pesquisador FGV Ibre.
Segundo Roberta Duarte, pesquisadora de Inteligência Artificial do Ita, esse quadro pode ser revertido na infância.
“Um incentivo também em conhecer pesquisadoras e em conhecer pessoas, mulheres que já estão em carreiras de tecnologia, que são muitas no Brasil e no mundo. Então, ter essa organização para mostrar a jovens que dá para fazer ciência, que dá para chegar lá”, afirma Roberta.
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