31min atrás
Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue do Butantan
A vigilância dos imunizantes faz parte da rotina do Programa Nacional de Imunizações (PNI), e os casos registrados após a aplicação da vacina contra a dengue do Instituto Butantan foram analisados por comitês técnicos do Ministério da Saúde.
Após a avaliação, especialistas recomendaram a suspensão temporária da vacinação para aprofundar as investigações sobre os eventos adversos observados.
Das mais de 500 mil doses aplicadas no país, 3.703 pessoas, o equivalente a 0,7% dos vacinados, apresentaram sintomas semelhantes aos da dengue.
Entre esses casos, 42 pacientes desenvolveram sinais de alerta, como dor abdominal, vômitos persistentes e sangramentos. Os episódios representam apenas 0,008% do total de vacinados e são considerados raros.
Três pessoas apresentaram quadros graves e precisaram de internação. Uma mulher de 39 anos desenvolveu sintomas severos seis dias após a vacinação, necessitou de tratamento em UTI, mas se recuperou e recebeu alta.
Uma mulher de 48 anos apresentou dengue grave com comprometimento neurológico 19 dias após receber a dose e acabou morrendo.
Outro caso grave envolveu um homem de 58 anos, que apresentou febre cinco dias após a vacinação, evoluiu rapidamente para um quadro de choque e não resistiu.
Apesar dos registros, o Ministério da Saúde ressalta que ainda não há comprovação de que os casos tenham sido causados pela vacina, e as investigações continuam para identificar possíveis fatores de risco e outras causas associadas.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que pessoas vacinadas com o imunizante do Instituto Butantan nos últimos 21 dias receberão acompanhamento especial para monitorar possíveis reações adversas.
A orientação é procurar uma unidade de saúde caso ocorram sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência excessiva, irritabilidade, sinais de desidratação ou piora do estado geral.
Em nota, o Instituto Butantan anunciou a interrupção temporária da vacinação para reavaliar a estratégia adotada e garantir a segurança da população nas próximas etapas da campanha.
A instituição afirmou que continuará investigando os casos com rigor e destacou que, se a segurança do imunizante for confirmada, a vacinação poderá ser retomada em breve.
Segundo o Butantan, estudos publicados em revista científica internacional apontaram eficácia de 79,6% contra a dengue e de 89% na prevenção das formas graves da doença.
O instituto também ressaltou que o monitoramento realizado nos municípios que participaram da vacinação em massa não identificou reações adversas importantes na população.
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