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Mesmo com chuvas, Pantanal tem cheia fraca em 2026 e preocupa especialistas
O Pantanal registrou em 2026 uma cheia abaixo do esperado, mesmo após o período chuvoso trazer certa recuperação para a Bacia do Alto Paraguai. Segundo análise da Embrapa Pantanal, o volume de água ainda não foi suficiente para reverter os impactos da longa estiagem que afeta a região desde 2019.
Em Ladário, em Mato Grosso do Sul, um dos principais pontos de monitoramento da planície pantaneira, o nível do rio ficou bem abaixo da média histórica registrada para esta época do ano. Especialistas apontam que, além da quantidade menor de chuva, a distribuição irregular das precipitações também prejudicou a formação de cheias mais intensas.
Os pesquisadores explicam que grande parte da água das chuvas acabou sendo absorvida pelo solo, aquíferos e canais da bacia antes de alcançar áreas mais amplas do Pantanal. Isso reduziu a força das inundações na planície, que depende de um ciclo contínuo de cheia para manter o equilíbrio ambiental.
Apesar do cenário preocupar o setor pesqueiro, já que cheias menores afetam a reprodução e o desenvolvimento dos peixes, algumas atividades econômicas podem sentir impactos menores. A navegação e o turismo seguem sem grandes prejuízos, enquanto áreas de pecuária próximas ao rio Paraguai podem ter melhora nas pastagens devido à umidade do solo.
Especialistas alertam que o comportamento irregular das chuvas reforça os efeitos acumulados da seca dos últimos anos e mantém o Pantanal em estado de recuperação parcial.
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