2 semanas atrás
Mercado agro fecha a semana com movimentos diferentes entre soja, milho, boi e citros
Agrolink
O mercado agropecuário terminou a semana com movimentos diferentes entre as principais commodities. Soja e milho ganharam espaço nas negociações, enquanto o boi gordo mostrou estabilidade e os preços da laranja continuaram pressionados. O cenário envolve oferta, demanda, exportações e também o comportamento do dólar.
Na soja, o mercado brasileiro teve uma semana de valorização. Segundo o Cepea, as cotações no Paraná e em Paranaguá chegaram aos maiores níveis nominais desde abril de 2023. A procura externa e a redução da oferta disponível para venda ajudaram a dar força aos preços.
No fechamento de sexta-feira, 21 de agosto, uma referência de mercado apontava a saca de 60 quilos da soja em R$ 153,68. Mesmo com uma pequena queda no dia, o valor acumulava forte recuperação ao longo da semana, com produtores aproveitando os melhores preços para negociar parte da produção.
O milho também chamou atenção. A saca chegou a R$ 67,74 no Indicador ESALQ/B3 em 20 de agosto, com alta de 0,52% no dia. O preço vinha subindo mesmo com a chegada de uma grande produção, apoiado pela demanda e pelo ritmo de comercialização.
Outro destaque é o consumo interno de milho, que deve superar pela primeira vez a marca de 100 milhões de toneladas. A expansão das usinas de etanol de milho é um dos principais fatores desse aumento, criando uma demanda maior pelo grão dentro do próprio país.
No mercado do boi gordo, a arroba chegou a R$ 345,70 em São Paulo na sexta-feira. Apesar do preço elevado, o mercado físico passou a semana praticamente estável, com frigoríficos mais cautelosos diante de um consumo de carne bovina considerado mais fraco.
Já no setor de citros, a situação é diferente. A laranja pera segue pressionada pela maior oferta nos pomares e pelo ritmo mais lento das vendas. Em 20 de agosto, a referência do Cepea ficou em R$ 31,53 por caixa de 40,8 quilos, enquanto a tangerina poncã e o limão tahiti apresentaram reação por causa da oferta mais limitada.
No cenário externo, o dólar encerrou a sexta-feira em torno de R$ 5,14, depois de uma queda de quase 1%. Para o produtor brasileiro, a combinação entre câmbio, preços internacionais e demanda externa continua sendo importante para definir a rentabilidade das vendas de soja, milho e carnes.
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