2h atrás
Maior oferta pressiona preços do milho em Mato Grosso do Sul
O mercado de milho em Mato Grosso do Sul segue pressionado pelo avanço da colheita da segunda safra. Com a expectativa de aumento da oferta, as cotações no Estado variam entre R$ 48,67 e R$ 50,20 por saca, enquanto compradores mantêm postura cautelosa e priorizam aquisições de curto prazo.
Mesmo com a demanda da indústria de bioenergia ajudando a movimentar o mercado regional, a chegada de novos volumes da safrinha limita a reação dos preços. O cenário também reduz o ritmo das negociações entre produtores e compradores.
Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos futuros do milho encerraram o pregão em queda. O vencimento para julho de 2026 fechou em R$ 64,82 por saca, setembro terminou em R$ 67,99 e novembro em R$ 71,10, todos registrando leves recuos.
Segundo analistas, além da evolução da colheita no Brasil, a grande produção da Argentina amplia a oferta do cereal no mercado sul-americano, reduzindo as chances de valorização dos preços no curto e médio prazo.
No Paraná, a colheita da segunda safra já alcançou 5% da área cultivada. A maior parte das lavouras apresenta boas condições, e as geadas registradas até o momento provocaram impactos considerados pontuais.
Em outros estados do Sul, o mercado também segue com pouca movimentação. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, consumidores permanecem abastecidos e aguardam maior disponibilidade de milho antes de fechar novos negócios.
A expectativa para as próximas semanas é de continuidade da pressão sobre os preços, à medida que a colheita da safrinha avança e aumenta a oferta do cereal no mercado brasileiro.
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