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15/03/2024 17h30min - Meio Ambiente
1 mês atrás

Liberação de metano na atmosfera é 3 vezes maior do que se pensava


Imagem: VLADJ55/ Shutterstock ► 
Fonte: Fonte Grande FM



As emissões provenientes da queima de combustíveis fósseis são consideradas grandes vilãs na luta contra as mudanças climáticas. Mas um novo estudo aponta que os impactos ao meio ambiente podem ser ainda maiores do que se pensava.

Emissões de metano podem estar sendo subestimadas

Segundo os pesquisadores, os campos de petróleo dos Estados Unidos podem liberar na atmosfera três vezes mais gás metano do que o previsto. Em algumas partes do Novo México, por exemplo, mais de 9% do gás natural produzido está vazando.

O metano é o principal componente do gás natural e, quando liberado na atmosfera, atua como um gás de efeito estufa. Ele pode aquecer o planeta cerca de 80 vezes mais do que a mesma quantidade de dióxido de carbono em um período de 20 anos.

A liberação da substância acontece, em grande parte, por vazamentos em poços ou plantas de processamento de gás, ao longo de oleodutos ou em outras instalações de energia. O estudo foi publicado na revista Nature e é o mais recente trabalho a sugerir que as emissões provenientes de combustíveis fósseis podem estar sendo subestimadas.

Apesar de promessas, emissões continuam em níveis recordes

Para o estudo, os pesquisadores analisaram cerca de um milhão de medições realizadas em seis regiões produtoras de petróleo e gás.

Usando estes dados eles descobriram que as operações foram responsáveis pela liberação de cerca de 6,2 milhões de toneladas de metano por ano.

A quantidade representa cerca de 3% do total de gás produzido anualmente e é equivalente às emissões anuais de gases de efeito estufa de 20 milhões de residências.

A pesquisa ainda indicou que a quantidade liberada diretamente para a atmosfera variou amplamente entre as regiões: de 0,75% na Pensilvânia a mais de 9% em partes do Novo México.

Segundo a Agência Internacional de Energia, as emissões de metano permaneceram em patamares recordes em 2023.

Várias empresas e países se comprometeram a reduzir estes números em 50% até 2030.

No entanto, poucas medidas foram adotadas até o momento para atingir esta promessa.

 

*As informações são do The New York Times.

 



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Grande FM
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