3h atrás
IBGE: país tem 8,4 milhões de analfabetos, menor número desde 2016
O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de analfabetismo desde o início da série histórica do IBGE. Ao todo, 8,4 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais não sabem ler e escrever, o equivalente a 4,9% da população nessa faixa etária.
Em comparação com 2024, cerca de 592 mil pessoas deixaram a condição de analfabetismo. A Região Nordeste concentra 57,4% do total de analfabetos do país, com 4,8 milhões de pessoas.
O problema ainda afeta principalmente os idosos. Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, 4,8 milhões são analfabetos, representando 58% do total nacional. Entre pretos e pardos dessa faixa etária, a taxa é quase três vezes maior que entre os brancos.
Segundo o IBGE, as novas gerações apresentam índices menores de analfabetismo. Entre as pessoas de 15 a 59 anos, a taxa é de 2,6%, reflexo do maior acesso à educação básica nas últimas décadas.
As mulheres apresentaram índices de escolaridade superiores aos dos homens. Entre os brasileiros com 25 anos ou mais, 59,4% das mulheres concluíram a educação básica, contra 55,2% dos homens. Ainda assim, persistem desigualdades raciais no acesso à educação.
A pesquisa também mostrou que a maioria das crianças de até três anos que não frequenta creche está fora da escola por decisão dos pais. A falta de vagas e de unidades próximas aparece como o segundo motivo mais citado.
Entre os jovens de 14 a 29 anos, 7,7 milhões não concluíram o ensino médio. A principal razão para abandonar os estudos foi a necessidade de trabalhar, apontada por 43% dos entrevistados. Apesar disso, caiu para 17,5% a proporção de jovens que não estudam, não trabalham e não fazem cursos de qualificação.
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