4h atrás
Governo corre contra o tempo para evitar uma ‘crise do diesel’ ainda maior
A alta do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio acendeu um alerta no governo brasileiro, que tenta evitar um novo avanço da inflação em pleno ano eleitoral.
Nos últimos dias, o impacto já chegou aos combustíveis: o preço médio do diesel subiu mais de 11% em apenas uma semana, passando de R$ 6,08 para R$ 6,80, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
A escalada do petróleo está diretamente ligada à guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. O Irã controla o estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Com a redução no fluxo da região, o barril saltou de cerca de US$ 60 para US$ 110 em poucas semanas.
Esse aumento pressiona diretamente a Petrobras, que tem grande peso na formação do preço do diesel no país. A estatal enfrenta o dilema de repassar a alta ao consumidor ou reduzir suas margens para segurar os preços.
Para conter os impactos, o governo adotou medidas como isenção de impostos federais e subsídios ao diesel, com previsão de gasto de até R$ 30 bilhões para reduzir o valor na bomba. Também foi proposta a taxação da exportação de petróleo para compensar a perda de arrecadação.
Mesmo assim, os efeitos ainda são limitados. A redução de tributos federais tem pouco impacto no preço final, o que levou o governo a pressionar os estados a reduzirem o ICMS — imposto que representa cerca de 20% do valor do diesel. Os governadores, porém, resistiram, alegando risco às finanças públicas.
Diante do impasse, surgiu uma nova proposta: zerar o ICMS sobre a importação de diesel até o fim de maio, com compensação parcial da União aos estados. A medida pode custar cerca de R$ 3 bilhões por mês, e a decisão final deve ocorrer até o fim de março.
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