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10/07/2026 10h00min - Agronegócio
17min atrás

Fretes e falta de espaço desafiam o mercado da soja


Canva/Grande FM 92,1 ► 
Fonte: Fonte Grande FM



O mercado da soja encerrou a sessão com queda em Chicago, enquanto diferentes regiões produtoras do Brasil enfrentaram preços firmes ou mistos, custos logísticos elevados e pressão crescente sobre a capacidade de armazenagem. Segundo informações da TF Agroeconômica, o contrato de julho recuou 1,28%, para US$ 11,7975 por bushel, em um movimento de realização de lucros e ajustes antes do relatório Wasde.

Os operadores também realizaram vendas técnicas e reduziram o prêmio de risco climático, apesar de novos anúncios de vendas do USDA para a China e destinos não revelados. No complexo soja, o farelo de agosto avançou 1,63%, enquanto o óleo caiu 1,31%.

No Brasil, o Rio Grande do Sul manteve estabilidade, com soja a R$ 139 por saca no porto de Rio Grande. Em Santa Catarina, os preços variaram entre R$ 119 e R$ 134, enquanto o estado destacou-se pelo recorde nacional de produtividade de 156,13 sacas por hectare.

No Paraná, indicadores oficiais registraram valorização, mas o avanço do milho safrinha aumentou a disputa por espaço nos silos. Mato Grosso do Sul também enfrenta déficit crônico de armazenagem superior a 12,4 milhões de toneladas, apesar de ter exportado 926,6 mil toneladas de soja em junho.

Em Mato Grosso, as exportações atingiram o recorde de 24,06 milhões de toneladas no semestre, ao mesmo tempo em que fretes elevados, falta de espaço para estocagem e aumento do crédito problemático ampliam a preocupação dos produtores. O cenário nacional segue marcado pela combinação entre volatilidade externa, pressão sobre custos, limitações logísticas e margens apertadas.



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