3h atrás
Fiocruz vai produzir remédio de alto custo contra esclerose para o SUS
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai iniciar a produção nacional da cladribina oral, medicamento de alto custo usado no tratamento da esclerose múltipla pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida deve reduzir os custos de aquisição e ampliar o acesso dos pacientes ao remédio.
Comercializada como Mavenclad, a medicação foi incorporada ao SUS em 2023 para atender pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente altamente ativa, condição marcada por surtos frequentes e evolução rápida da doença. Atualmente, o tratamento pode custar cerca de R$ 140 mil por paciente em cinco anos.
No Brasil, aproximadamente 3,2 mil pessoas convivem com a forma mais agressiva da doença, enquanto mais de 30 mil pacientes possuem o tipo remitente-recorrente, considerado o mais comum. A esclerose múltipla é uma doença crônica que afeta o cérebro e a medula espinhal, podendo causar limitações severas, como perda de movimentos e comprometimento cognitivo.
A cladribina é considerada um avanço no tratamento por ser a primeira terapia oral de curta duração com efeito prolongado no controle da doença. Estudos recentes apontam redução das lesões neuronais e melhora na qualidade de vida dos pacientes, com muitos conseguindo manter a mobilidade sem apoio.
A produção será realizada por meio de parceria entre Farmanguinhos, unidade da Fiocruz, a farmacêutica Merck e a indústria Nortec. Segundo a Fundação, a iniciativa fortalece o SUS, reduz a dependência de importações e amplia o acesso da população a tratamentos de alta complexidade produzidos no país.
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