52min atrás
Fim da “Taxa das Blusinhas” gera reação no Comércio e na Indústria
O governo federal anunciou o fim do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50. A medida, válida a partir desta quarta-feira (13), mantém apenas a cobrança de 20% do ICMS sobre as encomendas.
A decisão beneficia consumidores que compram em plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress. Já compras acima de US$ 50 continuam com tributação de 60%.
A Confederação Nacional da Indústria criticou a medida e afirmou que ela favorece produtos estrangeiros, prejudicando fabricantes brasileiros e aumentando os riscos para micro e pequenas empresas.
O Instituto para Desenvolvimento do Varejo alertou que o varejo nacional pode perder vendas e competitividade diante da entrada facilitada de produtos importados no mercado brasileiro.
Segundo o IDV, a criação da taxação em 2024 ajudou na abertura de empregos e no aumento de investimentos. A entidade teme agora impactos negativos na economia e no setor produtivo.
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção afirmou que a mudança amplia a desigualdade tributária entre empresas nacionais e plataformas internacionais.
Dados da Receita Federal mostram que o imposto arrecadou R$ 1,78 bilhão entre janeiro e abril de 2026, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.
Na contramão das críticas, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia apoiou o fim da cobrança e afirmou que a taxa reduzia o poder de compra das classes C, D e E.
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