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14/12/2023 10h00min - Geral
7 meses atrás

Febre aftosa: mais sete estados terão a vacina suspensa em 2024

Amapá, Bahia, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe serão os próximos a participarem da meta de garantir o status de país livre da doença

Foto: Divulgação/MAPA ► 
Fonte: Fonte Grande FM



A partir de abril de 2024, a vacinação contra a febre aftosa será suspensa em sete estados brasileiros: Amapá, Bahia, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe. O Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou essa medida como parte do programa de erradicação da doença no Brasil. 

A febre aftosa afeta animais de casco fendido e sua detecção requer o sacrifício dos animais para evitar a disseminação da doença. A suspensão da vacinação é motivada pela ausência de casos da doença no Brasil desde meados de 2000, além do interesse em valorizar a carne brasileira no mercado internacional. No entanto, a transição para a suspensão da vacinação requer cuidados e fiscalização para garantir a segurança e eficácia do processo. 

O programa nacional de vigilância para a febre aftosa tem como objetivo substituir gradualmente a vacinação por outras ações para erradicar a doença no país.

Interesse no mercado internacional

O advogado especialista em direito agrário Francisco Torma acrescenta um outro fator para o Brasil ter interesse em suspender vacinação. “O mercado internacional valoriza mais a carne que é produzida em regiões, em lugares que são livres da febre aftosa sem vacinação”. Segundo Torma, isso acontece porque a presença da febre afetosa no rebanho demonstra que aquele rebanho não tem um trato veterinário adequado. 

“Em regiões onde a febre afetosa é muito comum, nós temos um indicativo de que os cuidados veterinários não são bons, que o manejo desse animal não é bom. Então se nós temos vacinação, nós podemos ter mascarado a situação, ou seja, o trato veterinário não é tão bom, o cuidado com rebanho não é tão bom, mas nós não temos a doença por conta da vacinação”, observa.

O especialista ainda acrescenta: “A partir do momento que eu consigo retirar a vacinação e tenho rebanho sem a presença da febre afetosa, isso significa ótimos tratos. Por conta disso, por conta desse certificado de bons tratos de animais, o mercado internacional paga mais por essa carne. Eles dão preferência por essa carne porque, justamente, essa certificação de área livre de febre afetosa sem vacinação é um atestado de que a nossa carne é produzida com a melhor qualidade possível”, pontua.

*com informações:  Brasil61



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Grande FM
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