2 meses atrás
EUA aceleram corrida quântica com novos decretos de Trump
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump assinou dois decretos que colocam a tecnologia quântica no centro das prioridades do governo. A primeira medida estabelece a meta de construir um computador quântico avançado até 2028, voltado para pesquisas científicas e para resolver problemas que hoje desafiam os supercomputadores tradicionais.
O segundo decreto trata da segurança cibernética. Os sistemas digitais do governo federal deverão migrar para a criptografia pós-quântica entre 2030 e 2031, protegendo informações estratégicas contra ataques futuros.
Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, destacou que o desenvolvimento da máquina pode ser alcançado dentro do prazo. Ele reforçou que “a meta é reduzir vulnerabilidades antes que computadores quânticos tenham capacidade de quebrar as criptografias atuais”.
Além disso, agências federais terão de preparar planos para instalar sensores e redes quânticas nos próximos cinco anos, com atenção especial à segurança das cadeias de suprimentos. A cooperação internacional e a proteção da propriedade intelectual também fazem parte da estratégia.
A corrida tecnológica coloca os Estados Unidos frente a frente com a China, ambos buscando liderança em uma área considerada estratégica para ciência, economia e defesa digital. O Departamento de Comércio norte-americano já havia anunciado investimentos de US$ 2 bilhões em empresas de computação quântica, incluindo parceria com a IBM.
O alerta sobre riscos não é novo. O Google, por exemplo, planeja migrar seus sistemas para criptografia pós-quântica até 2029, diante da ameaça conhecida como “armazenar agora, descriptografar depois”, em que criminosos guardam dados atuais para tentar decifrá-los no futuro.
Com os decretos, os Estados Unidos entram em uma corrida contra o tempo: desenvolver um computador quântico de ponta e, ao mesmo tempo, garantir que essa mesma tecnologia não seja usada para comprometer informações vitais do país.
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