36min atrás
Estudo liga consumo de ultraprocessados à fertilidade e desenvolvimento inicial da gravidez
Uma pesquisa conduzida pelo Centro Médico da Universidade Erasmus aponta que o alto consumo de alimentos ultraprocessados pode impactar a fertilidade masculina e interferir nas fases iniciais da gestação. O estudo acompanhou 831 mulheres e 651 homens desde antes da concepção até o início da gravidez.
Os resultados indicam que homens com maior ingestão desses produtos apresentaram maior dificuldade para engravidar as parceiras, sugerindo risco de subfertilidade. Entre as possíveis causas estão fatores como estresse oxidativo, inflamação e deficiência de nutrientes, que podem afetar a saúde reprodutiva.
Já entre as mulheres, o consumo não foi diretamente associado à dificuldade para engravidar, mas sim a alterações no desenvolvimento do embrião. Os pesquisadores identificaram que, por volta da sétima semana de gestação, embriões e saco vitelino apresentaram tamanho menor em comparação a gestações consideradas saudáveis.
O estudo também destaca que os ultraprocessados já representam grande parte da alimentação em diversos países — cerca de 60% da dieta em nações de alta renda e aproximadamente 23% no Brasil, segundo dados da Universidade de São Paulo.
Apesar dos achados, os autores reforçam que a relação observada é associativa e não comprova causa e efeito. Ainda assim, o trabalho acende um alerta sobre os impactos da alimentação na fertilidade e no desenvolvimento humano, indicando a necessidade de novas pesquisas para aprofundar o tema.
•
Usamos os cookies e dados de navegação visando proporcionar uma melhor experiência durante o uso do site. Ao continuar, você concorda com nossa Política de Privacidade.

