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02/03/2026 09h00min - Agricultura
3h atrás

Estiagem e calor derrubam condições da soja em MS e pressionam colheita e preços


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Fonte: Fonte Grande FM



A estiagem prolongada e o calor acima da média têm impactado fortemente as lavouras de soja em Mato Grosso do Sul. Segundo levantamento da Aprosoja, divulgado em 27 de fevereiro, áreas que antes estavam em boas condições passaram a ser classificadas como regulares ou ruins, especialmente após veranicos superiores a 20 dias. Esse cenário se agravou entre janeiro e fevereiro, comprometendo fases cruciais do desenvolvimento das plantas.

Em dezembro, mais de 75% das lavouras monitoradas estavam em boas condições. No entanto, no início de fevereiro, esse índice caiu, principalmente na região sul do Estado, onde a falta de chuvas coincidiu com o enchimento de grãos. Já na região Centro, 65,8% das áreas ainda são consideradas boas, mas municípios como Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai concentram os maiores prejuízos.

O boletim aponta que mais de 640 mil hectares foram atingidos por estiagem superior a 20 dias, com maior impacto no sul do Estado. Produtores relatam perdas pontuais e desuniformidade nas lavouras, o que compromete parte do potencial produtivo. Além disso, o mercado também reflete essa pressão: a saca da soja foi cotada a R$ 108,44 em 23 de fevereiro, registrando queda nominal de 6,52% em relação ao mesmo período de 2025.

A colheita avança em ritmo mais lento que o ciclo anterior. Até 20 de fevereiro, apenas 27,7% da área plantada havia sido colhida, índice 11,1 pontos percentuais abaixo do registrado na mesma data da safra passada. Apesar disso, a estimativa oficial da safra 2025/2026 projeta expansão de área cultivada, chegando a 4,794 milhões de hectares, um aumento de 5,9% em relação ao ciclo anterior.

Mesmo diante das adversidades, a produtividade média esperada é de 52,82 sacas por hectare, o que pode resultar em uma produção de 15,195 milhões de toneladas. Paralelamente, o plantio do milho de segunda safra avança, dependendo da liberação das áreas colhidas de soja. A previsão é de 2,206 milhões de hectares destinados ao cereal, com produtividade média de 84,2 sacas por hectare e produção estimada em 11,139 milhões de toneladas.



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