4 semanas atrás
Espelho espacial dos EUA promete iluminar a Terra e gera desconforto entre astrônomos
A Comissão Federal de Comunicações dos EUA aprovou o lançamento do Earendil-1, satélite da startup Reflect Orbital que carrega um espelho gigante para refletir a luz do Sol durante a noite. A ideia é iluminar áreas específicas da Terra, mas já gera polêmica.
O satélite ficará a cerca de 640 km de altitude e abrirá um espelho quadrado de quase 18 metros. Com isso, poderá iluminar uma área de 4,8 km de diâmetro, com brilho parecido ao da Lua cheia.
A empresa afirma que a tecnologia pode ajudar em operações de resgate, dar suporte a fazendas solares e até servir como iluminação urbana. O plano é lançar mil satélites até 2028 e chegar a 50 mil até 2035.
Astrônomos criticam o projeto, dizendo que o reflexo atrapalhará a observação do céu. Eles lembram que sistemas como a Starlink já causam problemas semelhantes.
Pesquisadores também alertam para riscos à saúde e ao meio ambiente. A luz artificial pode afetar os ritmos biológicos de pessoas, animais e plantas, causando desequilíbrios na reprodução e migração de espécies.
A FCC destacou que sua autorização se limita ao uso de radiofrequência do satélite, sem avaliar impactos ambientais ou de saúde. Para o órgão, o projeto atende ao interesse público.
O lançamento do Earendil-1 abre um debate: até que ponto a tecnologia pode avançar sem prejudicar a ciência e a natureza? Enquanto a Reflect Orbital aposta em espelhos espaciais, especialistas seguem preocupados com os efeitos dessa “nova lua artificial”.
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