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Entidades criticam decisões judiciais após cancelamento de debate da Globo
A ABERT, ANER e ANJ divulgaram nesta quinta-feira (1º) uma nota conjunta criticando as decisões judiciais que alteraram regras previamente estabelecidas para o debate presidencial que seria realizado pela TV Globo. Segundo as entidades, as medidas interferiram em acordos firmados entre a emissora e os partidos e afetaram a liberdade de imprensa.
O debate acabou cancelado pela Globo após a emissora receber duas decisões judiciais. Uma delas, da ministra Estela Aranha, do TSE, impediu a exibição do púlpito reservado ao candidato ausente. Outra, do ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a inclusão do candidato Renan Santos, do Missão.
A íntegra da nota diz o seguinte:
“A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) se solidarizam com a TV Globo e manifestam profunda indignação com a intervenção judicial nas regras previamente definidas que levou ao cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno.
As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos.
Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate”.
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