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08/06/2026 10h00min - Agronegócio
2h atrás

Entenda o impacto da segunda safra no preço do milho


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Fonte: Fonte Agrolink



O mercado brasileiro de milho iniciou junho com preços em baixa na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo dados divulgados pelo Centro de Pesquisas, a retração está ligada ao afastamento dos compradores no mercado spot, à atenção sobre a colheita da segunda safra e ao recuo das cotações internacionais.

Os compradores nacionais seguem pouco ativos nas aquisições de milho no mercado spot. De acordo com levantamento do Cepea, parte desses demandantes ainda conta com estoques suficientes para atender ao consumo no curto prazo, o que reduz a necessidade de novas compras.

Além disso, agentes do mercado acompanham o avanço da colheita da segunda safra e as quedas recentes nos preços internacionais. Esse movimento reduz a paridade de exportação e aumenta a pressão sobre os valores praticados no mercado doméstico.

Apesar do cenário de baixa, nem todos os vendedores estão dispostos a negociar. Segundo pesquisadores do Cepea, agentes que não precisam fazer caixa ou liberar espaço nos armazéns seguem limitando as vendas.

A expectativa desse grupo é de alguma sustentação nos preços, diante da previsão de menor produção em 2025/26 e dos possíveis efeitos da seca sobre a produtividade. As principais preocupações estão concentradas em Goiás e em partes de Mato Grosso do Sul, além dos impactos das geadas no Paraná.

No cenário internacional, o milho registrou forte desvalorização no começo de junho. De acordo com o Cepea, a baixa foi influenciada pela melhora das condições climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos e pelo aumento da oferta na América do Sul.

A colheita da segunda temporada no Brasil e a boa produção na Argentina também contribuíram para ampliar a disponibilidade do cereal. Outro fator de pressão veio do trigo, que também apresentou queda nos preços e reforçou o movimento de desvalorização do milho.

O mercado do milho deve continuar atento ao ritmo da colheita, à demanda interna e ao comportamento dos preços internacionais. Enquanto compradores mantêm postura cautelosa, vendedores avaliam os riscos climáticos e tentam evitar novas perdas nas cotações.



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