2 meses atrás
DNA é estudado como novo meio para guardar dados digitais
Pesquisadores estão desenvolvendo uma tecnologia que parece coisa de filme de ficção científica: usar DNA para guardar informações digitais. A ideia é simples de entender e impressionante ao mesmo tempo — transformar dados como textos, fotos e vídeos em códigos biológicos, capazes de caber em um espaço minúsculo, menor que um pingo d’água.
O DNA, que já carrega todas as informações da vida, também pode servir como uma espécie de “HD vivo”. Em vez de zeros e uns usados nos computadores, os dados são convertidos nas letras do código genético. Assim, arquivos digitais passam a ser gravados em moléculas biológicas de forma organizada e segura.
Um dos grandes avanços dessa tecnologia vem de estudos realizados na Universidade de Harvard. Os cientistas apontam que esse método resolve dois problemas atuais: a falta de espaço físico para armazenar dados e o desgaste dos equipamentos tradicionais, como servidores e discos rígidos, que precisam ser trocados com frequência.
A durabilidade é um dos pontos que mais chamam atenção. Enquanto HDs e nuvens digitais podem falhar em poucos anos, o DNA consegue preservar informações por milhares de anos se for mantido em ambiente adequado, longe de calor excessivo e luz. Isso faz dele uma opção ideal para guardar registros históricos importantes da humanidade.
Outro destaque é a capacidade de armazenamento. Para se ter ideia, apenas um grama de DNA pode guardar centenas de petabytes de dados. Na prática, isso significa que todo o conteúdo produzido na internet poderia ser armazenado em um volume extremamente pequeno, algo impensável com a tecnologia atual.
Apesar de todo esse potencial, o uso do DNA como mídia ainda não chegou ao público. O principal obstáculo é o custo elevado para escrever e ler informações no material genético. Hoje, essa tecnologia é usada apenas em projetos científicos e de preservação de dados a longo prazo.
Mesmo assim, o futuro é promissor. À medida que as técnicas de biotecnologia ficam mais baratas e rápidas, a união entre biologia e computação pode mudar completamente a forma como guardamos informações. No futuro, o DNA pode deixar de ser apenas o código da vida e se tornar também o cofre da memória digital do mundo.
*Com informações : Olhar Digital
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