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11/08/2025 11h00min - Geral
3 semanas atrás

Corrida por Terras Raras em MG: mais de 100 pedidos de mineração após descoberta em Poços de Caldas


Canva/Grande FM 92,1 ► 
Fonte: Fonte Grande FM



A descoberta de uma extensa jazida de terras raras na cratera de um vulcão extinto em Poços de Caldas, Sul de Minas Gerais, provocou uma corrida por autorizações de pesquisa mineral. Desde o anúncio do interesse de empresas australianas, mais de 100 pedidos foram registrados na Agência Nacional de Mineração (ANM), representando cerca de um terço das autorizações concedidas em todo o estado entre 2023 e 2024.

Terras raras são um grupo de 17 minerais essenciais para indústrias de alta tecnologia e energia, com grande relevância geopolítica. A disputa comercial entre China e Estados Unidos reforça sua importância estratégica, e os EUA já demonstraram interesse em firmar acordos com o Brasil para garantir o fornecimento desses recursos.

A jazida localizada na cratera vulcânica de aproximadamente 800 km² abrange também os municípios de Andradas, Caldas (MG) e Águas da Prata (SP). O solo da região é rico em argila com íons de terras raras, o que facilita a extração e posiciona a jazida como uma das mais promissoras do mundo, com potencial para suprir até 20% da demanda global.

Além da cratera principal, há movimentações para sondagens em municípios vizinhos como Cabo Verde, Muzambinho e Caconde, onde geólogos acreditam que a lava do vulcão extinto pode ter espalhado os minerais. A autorização para pesquisa é apenas o primeiro passo, exigindo requisitos técnicos e relatórios periódicos, mas nem todos os pedidos evoluem para a fase de lavra.

Muitas empresas atuam na especulação comercial, buscando valorizar e vender os direitos minerais. A RCO Mineração, por exemplo, já possui autorizações em mais de cem áreas e descobriu um novo depósito em Turvolândia (MG), atraindo investidores estrangeiros mesmo com apenas parte da área pesquisada.

Empresas locais também estão envolvidas, como a Anova, que planeja montar uma planta piloto para iniciar a exploração. Apesar da intensa movimentação, especialistas alertam para o risco de especulação excessiva, como já ocorreu em ciclos anteriores com ouro, ferro e lítio, quando muitas áreas ficaram inativas após o boom inicial.



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