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26/01/2026 16h00min - Saúde
2 dias atrás

Com nova arquitetura da saúde em MS, Governo do Estado avança na área da regulação integrada


Foto: Saul Schramm/Secom ► 
Fonte: Fonte Grande FM



Como parte do projeto da nova arquitetura da saúde de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado atua, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), no processo de regulação integrada para garantir atendimento a todos os pacientes que necessitam de leitos hospitalares. Nesta segunda-feira (26), o governador Eduardo Riedel visitou em Campo Grande a sede do Complexo Regulador do Estado de Mato Grosso do Sul, onde atuam as equipes de saúde.

"A intenção é dar maior fluxo nos processos de regulação, garantindo o lugar certo aos pacientes que necessitam de leitos hospitalares, de acordo com a complexidade do leito e da patologia. A população vai perceber uma maior celeridade na prestação do serviço regulatório, ou seja, acesso mais rápido às suas necessidades", disse o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, que completou.

"Estamos em um princípio de integração, completamos três semanas, mas pretendemos construir um processo unificado, compartilhado, capaz de gerar resultados práticos à população sul-mato-grossense, em especial da Capital", concluiu.

Riedel conheceu o sistema e as mudanças já em andamento. A regulação vigente trata exclusivamente das áreas de urgência e emergência.

"A equipe está orientada na mesma direção, o município e o Estado, assim como as secretarias municipais também. E essa transformação demanda a conquista de alguns amadurecimentos de processos de fluxos e de mudanças, além de investimentos por parte do Estado, dos municípios, mas acima de tudo essa capacidade de integração", frisou o governador.

A ação é mais uma etapa concreta da regionalização da saúde sul-mato-grossense, que já é uma realidade com atendimento de qualidade para a população em diferentes municípios. Procedimentos cirúrgicos diversos são realizados em hospitais do interior do Estado, fato que diminui o tempo de espera e dá mais conforto aos pacientes, atendidos mais próximos de casa. Isso ainda contribui com a recuperação e o acompanhamento pós-operatório.

“A integração das duas regulações, tanto da região de Campo Grande quanto a regulação estadual, ela pode ser considerada como uma ferramenta estratégica para a gente otimizar recursos. Então, ambas em conjunto podem potencializar muito o trabalho que é ofertado para a população e a efetividade da nova arquitetura da saúde”, explicou a secretária adjunta da SES, Crhistinne Maymone.

O novo modelo de regionalização da assistência hospitalar em Mato Grosso do Sul busca descentralizar atendimentos, otimizar a capacidade dos hospitais regionais e beneficiar a população dos 79 municípios. A estratégia, planejada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), cria cinturões de média complexidade ao redor das cidades referência em alta complexidade — Campo Grande, Dourados e Três Lagoas — permitindo que essas unidades foquem em casos mais graves, enquanto municípios vizinhos atendem procedimentos menos complexos, mais próximos dos pacientes.

Desde 2023, o Governo do Estado investiu mais de R$ 1,8 bilhão em obras, equipamentos, veículos, capacitação, incentivos hospitalares e repasses aos municípios para viabilizar o modelo. A iniciativa reduz deslocamentos, diminui a sobrecarga nos grandes hospitais, melhora a distribuição de recursos e amplia a eficiência do sistema. O desenho foi definido a partir de estudos e indicadores técnicos e, segundo a SES, já fortalece a organização da rede e o encaminhamento adequado dos pacientes em cada macrorregião.



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