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Ceasa/MS desvia 99,8% dos resíduos de aterros e busca certificação Lixo Zero
A Ceasa de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, conseguiu desviar 99,8% dos resíduos que produziu em 2025 dos aterros sanitários. Do total de 1.404,8 toneladas, apenas 2,4 toneladas tiveram esse destino.
A maior parte dos resíduos foi encaminhada para compostagem ou reciclagem. Frutas, verduras, legumes e madeira representaram a maior parcela do material reaproveitado e foram transformados em composto orgânico.
Os materiais recicláveis, como papelão e plástico, também passaram por separação e destinação adequada. A reorganização da triagem ajudou a aumentar em 30% a receita obtida com a venda desses materiais no ano passado.
Com o resultado, a Ceasa iniciou os preparativos para buscar a certificação Lixo Zero, concedida a organizações que comprovam o desvio da maior parte dos resíduos dos aterros. A expectativa é passar pela auditoria e receber o selo no início de 2027.
Um dos principais desafios agora é organizar documentos e registros que comprovem a quantidade de resíduos gerada e o destino dado a cada tipo de material. A preparação conta com apoio técnico da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul.
A separação começa nas áreas do entreposto e envolve cerca de 20 trabalhadores, que fazem a coleta e uma primeira triagem antes do encaminhamento à Central de Gestão de Resíduos.
Além do benefício ambiental, o reaproveitamento também gera custos e resultados para a Ceasa. A instituição investe entre 170 mil e 180 mil reais por ano em transporte e compostagem, enquanto parte do adubo produzido retorna para pequenos produtores rurais por meio de parceria com a Agraer.
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