38min atrás
Carne brasileira perde mercado na Europa, mas preços tendem a permanecer estáveis
A decisão da União Europeia de interromper a compra de carne brasileira acendeu a expectativa de que os preços do produto poderiam cair no mercado interno. No entanto, especialistas avaliam que uma redução expressiva nos valores cobrados nos açougues e supermercados é pouco provável.
Embora a medida represente perdas bilionárias para o setor exportador, o Brasil possui alternativas para redirecionar parte da produção destinada ao bloco europeu. Mercados como Ásia, Oriente Médio e Estados Unidos continuam demandando proteínas brasileiras, o que ajuda a absorver a oferta que deixaria de seguir para a Europa.
Outro fator que pesa na formação dos preços é o aumento dos custos operacionais e logísticos enfrentados pelas empresas exportadoras. Essas despesas acabam limitando qualquer possibilidade de repasse de uma eventual sobra de produto ao consumidor final.
Analistas do setor acreditam que alguns cortes específicos podem registrar pequenas quedas temporárias de preço, mas sem mudanças significativas no valor médio da carne em todo o país. A expectativa predominante é de estabilidade, com ajustes pontuais em determinadas regiões.
Mesmo em um cenário de acomodação dos preços, os efeitos sobre a inflação brasileira tendem a ser limitados. Economistas destacam que indicadores como energia elétrica, combustíveis, taxa de câmbio e custos de serviços exercem influência muito maior sobre o comportamento geral dos preços.
Dessa forma, apesar do impacto negativo para parte do agronegócio exportador, o veto europeu dificilmente resultará em uma redução ampla e duradoura no preço da carne para os consumidores brasileiros.
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