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01/08/2025 12h30min - Agronegócio
4 semanas atrás

Café sobe com clima adverso e incertezas comerciais


Canva/Grande FM 92,1 ► 
Fonte: Fonte Grande FM



O café ficou mais caro nesta segunda-feira (28), e o motivo é uma mistura de clima gelado nas lavouras brasileiras e confusão nas relações comerciais com os Estados Unidos. O contrato de setembro do café arábica fechou a 307,7 cents por libra-peso, com alta de 1,5% na semana — passando de novo dos 300 clb, segundo a Hedgepoint (empresa global especializada em gestão de riscos financeiros no mercado de commodities,).

No Sul de Minas, o frio apertou e pode chegar a menos de 5°C, com risco de geada. Algumas fazendas já foram atingidas por granizo, o que causou prejuízos em áreas pontuais. A analista Laleska Moda alerta que, mesmo sendo um evento localizado, pode afetar a produção da próxima safra.

Enquanto isso, nas regiões produtoras de café conilon, como Espírito Santo e Bahia, a colheita da safra 25/26 está quase no fim. Agora, o foco é a floração da temporada 26/27, que está sendo favorecida pelas chuvas. Mas, com o clima instável e a ameaça de tarifas de até 50% dos EUA sobre produtos brasileiros, os produtores estão cautelosos e vendendo devagar.

A tensão com os Estados Unidos preocupa. Sem acordo para tirar o café da lista de tarifas, o risco é de escassez no mercado americano no segundo semestre de 2025. Com outras origens em entressafra e preços altos, o Brasil segue como principal fornecedor — mas pode perder espaço se os custos subirem demais.

No meio dessa confusão, o consumidor pode acabar pagando mais caro pela xícara de café. E os produtores seguem atentos, esperando que o clima colabore e que os acordos comerciais não atrapalhem ainda mais.

*Com informações : Agrolink



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