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28/07/2025 17h00min - Geral
1 mês atrás

Brasil é retirado do Mapa da Fome da ONU após avanços no combate à insegurança alimentar


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Fonte: Fonte Grande FM



O Brasil saiu oficialmente do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU), conforme relatório divulgado pela FAO, agência especializada em alimentação e agricultura. Segundo os dados atualizados, menos de 2,5% da população brasileira vive em situação de fome, atingindo o limite mínimo exigido para que um país deixe a lista.

A conquista representa uma reviravolta desde 2021, quando o Brasil havia retornado ao Mapa da Fome em meio aos efeitos da pandemia e à fragilização de políticas públicas. De acordo com a FAO, o resultado positivo foi impulsionado pela reestruturação de programas sociais, fortalecimento da agricultura familiar e retomada do Bolsa Família com novos critérios de inclusão.

Desde março de 2023, medidas como o acompanhamento nutricional de famílias beneficiadas, subsídios à produção de alimentos básicos e crédito especial para agricultores familiares passaram a ser adotadas. Essas ações ajudaram a ampliar o acesso à alimentação, especialmente nas regiões mais vulneráveis do país.

O relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo” aponta que mais de 20 milhões de brasileiros deixaram a condição de fome severa. Destaque para as regiões Norte e Nordeste, que registraram avanços significativos após o retorno de programas estruturantes voltados ao combate à insegurança alimentar.

Em meio ao cenário global de retrocessos, o desempenho brasileiro foi reconhecido internacionalmente. Mario Lubetkin, subdiretor-geral da FAO para a América Latina, destacou o Brasil como exemplo regional e afirmou que o país prova que a fome pode ser enfrentada com políticas públicas eficazes, mesmo diante de crises econômicas e climáticas.

Apesar dos avanços, especialistas alertam que o risco de retorno da fome ainda existe. A Rede PENSSAN (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar) reforça que cortes em políticas essenciais, eventos climáticos extremos e a desigualdade de renda podem comprometer o acesso à alimentação em comunidades periféricas e rurais. A manutenção dos esforços é vista como crucial para a continuidade dos resultados.



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