52min atrás
Brasil caminha para safra recorde de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, aponta Conab
A safra brasileira de grãos 2025/26 deverá alcançar 358,6 milhões de toneladas, segundo o mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa um novo recorde para o país e um crescimento de 1,8% em relação ao ciclo anterior, com acréscimo de 6,4 milhões de toneladas.
A expansão da área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, e as condições climáticas favoráveis em importantes regiões produtoras contribuem para a expectativa de uma produtividade média de 4.295 quilos por hectare. O cenário reforça a importância do agronegócio para o abastecimento interno e para as exportações brasileiras.
A soja segue como principal destaque da temporada. Com a colheita praticamente concluída, a produção da oleaginosa está estimada em 180,3 milhões de toneladas, resultado 5,1% superior ao registrado na safra anterior. O desempenho é atribuído ao aumento da área plantada, ao uso de tecnologias no campo e ao clima favorável durante o ciclo produtivo.
Apesar dos ajustes negativos em algumas culturas, a Conab avalia que o abastecimento do mercado interno está garantido. O cenário reforça a força do agronegócio brasileiro, impulsionado principalmente pela soja e pelo milho, que sustentam a expectativa de uma safra histórica em 2025/26.
O milho também apresenta perspectivas positivas. Somadas as três safras, a produção do cereal deverá atingir 140,5 milhões de toneladas. A primeira safra registra alta de 17,7%, com rendimento médio recorde, enquanto a segunda safra iniciou a colheita com expectativa de 107,9 milhões de toneladas, consolidando o cereal como um dos pilares da produção nacional.
Entre as demais culturas, o sorgo deverá apresentar crescimento expressivo de quase 25%, alcançando 7,62 milhões de toneladas. Em contrapartida, a produção de algodão deve recuar 2,5%, enquanto o trigo terá redução de área plantada e colheita estimada em 6,3 milhões de toneladas.
Os produtos mais voltados ao consumo interno, como arroz e feijão, também devem apresentar ligeira retração. A produção de arroz está estimada em 11,1 milhões de toneladas, queda de 13,2%, e a de feijão deve ficar próxima de 3 milhões de toneladas, recuo de 0,5% em relação ao ciclo passado.
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