4 semanas atrás
Baterias de sal ganham espaço nos EUA e ampliam disputa com tecnologia de lítio
Empresas dos Estados Unidos começaram a ampliar a produção de baterias de íon-sódio, tecnologia que utiliza o sal como matéria-prima e surge como alternativa às tradicionais baterias de lítio. A proposta é reduzir custos e diminuir a dependência de minerais estratégicos concentrados na China.
Inicialmente, as baterias de sódio estão sendo direcionadas para sistemas de armazenamento de energia, como redes elétricas, usinas de fontes renováveis e centros de dados, onde segurança, durabilidade e custo são fatores mais importantes do que o peso dos equipamentos.
Entre as empresas que lideram essa corrida estão a Peak Energy e a Inlyte Energy. A Peak planeja inaugurar, a partir de 2027, uma fábrica na Califórnia com capacidade para produzir baterias em larga escala e já firmou contratos bilionários com companhias do setor energético.
Outro diferencial apontado pelas fabricantes é a maior segurança. As baterias de sódio apresentam menor risco de superaquecimento e incêndios em comparação às de lítio, além de utilizarem materiais abundantes, como sal, ferro e aço, o que pode reduzir os custos de produção.
Apesar dos avanços, a China ainda domina a cadeia global de fabricação de baterias e também investe no desenvolvimento da tecnologia de sódio. Especialistas avaliam que o desafio dos Estados Unidos será transformar inovação em produção competitiva em larga escala.
Mesmo com o crescimento esperado, as baterias de lítio devem continuar sendo a principal opção para veículos elétricos, já que armazenam mais energia por peso. Ainda assim, o setor acredita que as baterias de sódio podem conquistar uma fatia significativa do mercado mundial de armazenamento de energia na próxima década.
•
Usamos os cookies e dados de navegação visando proporcionar uma melhor experiência durante o uso do site. Ao continuar, você concorda com nossa Política de Privacidade.

