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07/05/2024 17h40min - Ciência
1 mês atrás

Animação mostra possível formação de próximo supercontinente da Terra


Imagem: J. A. M. Green et al/Advancing Earth And Space Science ► 
Fonte: Fonte Grande FM



Há aproximadamente 200 milhões de anos, um evento de proporções monumentais desencadeou uma transformação fundamental no mundo tal como o conhecemos: a separação da Pangeia, o último supercontinente da Terra. Esse processo de fragmentação foi impulsionado pela constante movimentação das placas tectônicas, um fenômeno complexo que continua a desafiar os limites do conhecimento científico, com os pesquisadores continuamente refinando seus modelos para prever o futuro do nosso planeta.

A descoberta das placas tectônicas é um marco relativamente recente. Somente na década de 1960, com o avanço de tecnologias como ecossondas e magnetômetros, os cientistas puderam elucidar os mecanismos por trás do movimento das placas. Antes disso, em 1912, o meteorologista alemão Alfred Wegener propôs a teoria da deriva continental e sugeriu a existência da Pangeia, o supercontinente que se fragmentou ao longo do tempo.

Desde então, os estudiosos têm se empenhado na construção de modelos de placas tectônicas, incorporando novos dados e até mesmo considerando a possibilidade de surgimento de novos continentes. Recentemente, uma equipe de pesquisa desenvolveu um modelo que sugere a formação de um possível supercontinente no futuro, analisando como as marés são influenciadas pelo movimento das placas tectônicas.

Esses modelos não apenas oferecem novas perspectivas sobre a potencial configuração dos continentes, mas também contribuem significativamente para o entendimento atual dos processos geológicos da Terra. Permitem uma melhor compreensão das interações entre as placas tectônicas, o clima global, os oceanos e até mesmo a evolução da vida em nosso planeta.

A investigação desses modelos também revelou que a Terra está passando por um período de intensa atividade das marés, previsto para durar cerca de 20 milhões de anos. À medida que o próximo supercontinente se forme, as bacias oceânicas se tornarão grandes reservatórios de água com baixa atividade de maré, o que pode resultar em ondas menores e uma redução na mistura de nutrientes na água, afetando o ecossistema marinho e a vida no fundo do oceano.

Para os pesquisadores, o estudo da separação da Pangeia e da tectônica de placas é fundamental para compreendermos o passado geológico da Terra e também para vislumbrar o futuro e os impactos desses processos no planeta e na vida que o habita.

Veja: - Animation: How the next supercontinent will form/AGU



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Grande FM
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