1h atrás
Agro surpreende e bate recorde logo no início de 2026
Agrolink
O desempenho do agronegócio brasileiro no início de 2026 reforça a relevância do setor na balança comercial e aponta mudanças importantes na forma como a competitividade vem sendo construída. Os dados são analisados por Ricardo Leite, superintendente do Banco Safra.
No primeiro trimestre, o agro somou US$ 38,1 bilhões em exportações e gerou um superávit de US$ 33 bilhões, o maior já registrado para o período entre janeiro e março. Apenas em março, as vendas externas alcançaram US$ 15,4 bilhões, respondendo por 48,8% de todas as exportações brasileiras, conforme informações oficiais.
Apesar do resultado expressivo em receita, um dado chama atenção na composição desse desempenho. O volume exportado cresceu 3,8%, enquanto o preço médio recuou 2,8%. A leitura desse movimento indica um avanço sustentado por fatores estruturais como escala produtiva, ganhos de eficiência, aumento de produtividade, melhoria logística e ampliação do acesso a mercados internacionais.
Na pauta exportadora, o complexo soja manteve a liderança, com US$ 12,13 bilhões, seguido pelas proteínas animais, que somaram US$ 8,12 bilhões no trimestre. A China continuou como principal destino, com US$ 11,33 bilhões e participação de 29,8%. Outros países, como Índia, Filipinas, México, Tailândia, Japão, Chile e Turquia, também tiveram papel relevante na expansão das vendas externas.
Em um cenário global mais exigente e seletivo, o desempenho reforça a percepção de que o diferencial do agro brasileiro vai além do preço. A capacidade de entregar grandes volumes com consistência e relevância estratégica se consolida como um dos principais pilares do setor, ampliando sua importância para a economia brasileira ao longo de 2026.
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