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A Confederação Nacional da Indústria critica PEC do fim da escala 6x1 e alerta para impacto bilionário na economia
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou a aprovação da PEC que reduz a jornada de trabalho e altera a escala 6x1, classificando a proposta como “inadequada e inoportuna”. O texto foi aprovado em dois turnos pela Câmara dos Deputados e agora será analisado pelo Senado.
A proposta prevê que, 60 dias após a promulgação, passe a valer a escala de cinco dias de trabalho para dois de descanso, além da redução da jornada semanal de 44 para 42 horas sem corte salarial. Após um ano, a carga horária cairá para 40 horas semanais.
O relator da matéria, deputado Leo Prates, incluiu um mecanismo para permitir medidas transitórias destinadas a microempreendedores individuais, microempresas e pequenas empresas, desde que os empregos sejam mantidos. A PEC reúne mudanças propostas anteriormente por parlamentares que defendiam jornadas de 36 horas e até semanas com apenas quatro dias de trabalho.
Segundo a CNI, a redução da carga horária pode elevar em até R$ 267,2 bilhões ao ano os custos das empresas com empregados formais, representando aumento de até 7% na folha salarial. A entidade estima impactos de até 11% nos custos da indústria e alerta para possíveis reflexos sobre preços, inflação, desemprego e informalidade.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu que mudanças desse porte sejam feitas de forma gradual e negociada, acompanhadas de investimentos em produtividade, tecnologia e qualificação profissional. Ele também afirmou que o prazo de adaptação previsto na PEC pode afetar principalmente pequenos e médios negócios.
A confederação sustenta ainda que a negociação coletiva é o melhor caminho para equilibrar os interesses de trabalhadores e empresas, preservando empregos, renda e competitividade econômica. Por fim, a entidade declarou confiar que o Senado analisará a proposta com cautela e responsabilidade.
*Com informações: Brasil 61
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